Leitura e mapa
As cinco conversas da tabela acima, feitas em duas semanas. Ao fim, você recebe o mapa do caminho da hora e a lista de contratos ativos com prazo e parcela. É o bloco que costuma mudar de ideia sobre o que o escritório precisa.

Somos uma consultoria financeira. Atendemos escritórios de projeto, agências, clínicas e prestadores que faturam por hora ou por contrato, e prestamos cinco serviços: contabilidade gerencial por contrato, orçamento e comparação entre orçado e apontado, custo da hora e formação de preço, tesouraria e calendário de pagamentos, e fechamento do mês com relatórios. Tudo dentro das ferramentas que o escritório já tem.
Todos partem da mesma leitura inicial e todos terminam em arquivo, folha ou rotina funcionando sem a gente por perto. A ordem abaixo é a usual.
Plano de contas do escritório, cada contrato como centro de custo e a regra escrita de apontamento de horas: quem aponta, em que prazo e em qual contrato. Inclui o treino da equipe na tela que ela já usa.
Orçamento anual por centro de custo, revisto a cada semestre com os sócios, e o modelo mensal que põe horas previstas e horas apontadas na mesma linha, com a explicação de cada diferença.
Planilha aberta de custo por função, com encargos, tempo não vendável — reunião interna, proposta recusada, férias — e rateio das despesas fixas. Dela sai a base de preço usada nas propostas.
Calendário de emissão e de pagamentos, lista de parcelas pendentes por contrato, regra de aprovação por alçada e a projeção semanal de fluxo de caixa.
Data fixa de fechamento, conciliação de banco e recebimento parcelado, relatório curto por contrato e uma reunião de leitura de uma hora por mês, com ata no mesmo dia.
Cada linha da tabela abaixo é uma conversa de uma hora e meia com quem já faz o trabalho. Nada é alterado enquanto as cinco não terminam.
| Leitura | O que abrimos | O que sai na folha |
|---|---|---|
| Carteira de contratos | Proposta assinada, escopo, forma de recebimento e a data prometida de cada entrega. | Lista única de contratos ativos, com prazo e parcela pendente. |
| Como a hora é anotada hoje | Agenda, caderno, mensagem no grupo, memória da sexta-feira. Vale tudo o que existe de fato. | Mapa do caminho que a hora percorre até virar número. |
| Composição da equipe | Funções, carga combinada, quem é sócio, quem é contratado por período e quem entra só em pico. | Tabela de custo da hora por função, com encargos e ociosidade. |
| Despesa que não é hora | Deslocamento, licença de programa, impressão, terceiro contratado para uma etapa específica. | Relação do que é direto do contrato e do que é da casa. |
| Calendário do dinheiro | Datas de emissão, de recebimento combinado e de pagamento dos compromissos fixos. | Projeção de fluxo de caixa semana a semana, três meses à frente. |
Não há etapa de «análise» sem entrega. Cada bloco fecha com um arquivo, uma folha impressa ou uma rotina funcionando sem a gente por perto.
As cinco conversas da tabela acima, feitas em duas semanas. Ao fim, você recebe o mapa do caminho da hora e a lista de contratos ativos com prazo e parcela. É o bloco que costuma mudar de ideia sobre o que o escritório precisa.
Cada contrato vira um centro de custo, e as contas ganham nome que a equipe reconhece.
Regra curta de como e quando apontar, com treino de trinta minutos por pessoa e uma folha de consulta na parede.
Planilha aberta com salário, encargos, período não vendável e as despesas fixas da casa rateadas.
O modelo que coloca, para cada contrato, as horas previstas ao lado das horas registradas.
Banco, emissão e recebimento parcelado amarrados; projeção semanal atualizada por quem cobra.
O mês fechado na data combinada e lido em reunião, com a lista de pendências assinada no fim.
O escritório escolhe até onde vamos. Os três formatos começam pelo mesmo bloco de leitura, e nenhum deles exige trocar o programa que vocês usam.
Trechos das reuniões de encerramento, divulgados com autorização de cada escritório.
«Descobrimos que o contrato mais antigo consumia o triplo das horas previstas. Ninguém tinha má-fé: ninguém tinha o número.»
«O apontamento no celular, feito na saída do prédio, resolveu o que três planilhas não resolviam.»
«O custo da hora por função mostrou que o sócio estava dentro de tarefa que o estagiário fazia melhor.»
«Passamos a emitir na data certa porque a lista de parcelas pendentes virou pauta fixa da reunião.»
«Orçado e apontado lado a lado acabou com a discussão sobre quem demorou mais. Passou a ser sobre o que foi orçado errado.»
«A projeção semanal de caixa mudou o dia de pagar fornecedor, e só isso já tirou a aflição do fim do mês.»
«O deslocamento aparecia como despesa da casa. Hoje entra no contrato que o gerou, com quilometragem anotada.»
«A leitura mostrou que metade da carteira estava fora de prazo de emissão. Arrumar isso não custou nada, só data no calendário.»
As mesmas seis perguntas aparecem em quase toda primeira reunião.
Aceita quando o apontamento leva menos de um minuto e quando fica claro que o número serve para orçar o próximo contrato, não para vigiar ninguém. Escrevemos a regra junto com a equipe e explicamos isso na mesma reunião.
Na maioria das casas, não. Planilha compartilhada com validação e uma coluna por contrato resolve até umas vinte pessoas.
O escritório contábil entrega a obrigação fiscal no prazo dela. O controle de horas e de contratos é interno e serve para a decisão da semana.
Nove semanas é o prazo comum, contando as pausas em que ficamos esperando documento do seu lado.
São os que mais precisam de apontamento: sem horas anotadas, o escopo seguinte é orçado pela sensação da última vez.
Assinamos termo de confidencialidade antes da primeira conversa, e os arquivos ficam em pasta da sua empresa, não da nossa.
Em uma conversa de uma hora dá para dizer o que a leitura vai encontrar e quanto tempo o escritório precisa dedicar a isso.
Diga quantas pessoas apontam hora, quantos contratos estão ativos e como o recebimento é combinado.
